12/12/2016 - 13:47
São Paulo, 12/12 – O painel movido pelo Brasil contra a Indonésia, no Sistema de Solução de Controvérsias da Organização Mundial de Comércio (OMC), contra barreiras impostas à exportação de carne bovina, está em fase final de conclusão, afirmou nesta segunda-feira, 12, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne Bovina (Abiec), Antônio Jorge Camardelli. “Houve uma tentativa de negociação, mas achamos dúbia a proposta de abertura sem finalizar o painel”, disse o representante, reafirmando que a conclusão está próxima e que desta forma, sem acordo, a abertura do mercado deve ser total (sem cotas).
O Brasil apresentou no início do ano pedido de consultas à Indonésia, primeira etapa do procedimento de solução de controvérsias da OMC, sobre restrições impostas às exportações de carne bovina brasileira. Os questionamentos brasileiros envolvem amplo conjunto de medidas mantidas pela Indonésia, entre as quais se destacam entraves comerciais de natureza alfandegária, sanitária, técnica e relacionadas ao regime de licenciamento.
Para Camardelli, a Indonésia é um dos possíveis novos mercado para a carne bovina brasileira no próximo ano. Ele afirmou, ainda, que o Canadá é outra grande possibilidade já que “os questionários já foram preenchidos”.
Ele criticou a atuação de alguns países asiáticos que proíbem a entrada do produto brasileiro, mesmo com o status sanitário de livre de aftosa com vacinação, válido para a maioria dos Estados brasileiros. Um desses países é o Japão. Por um equívoco de informação, o Ministério da Agricultura chegou a publicar no dia 2 de dezembro que as negociações para a exportação de carnes termoprocessada e in natura para o Japão estavam em fase final. Mas, no sábado (3), houve uma correção e a informação divulgada era de que o Brasil abriu o mercado para a carne de bovinos japoneses da raça wagyu.
Camardelli afirmou que há uma expectativa positiva de que o Japão passe a importar do Brasil carne industrializada, miúdos processados e extrato de carne. Sobre a carne in natura, ele afirmou que o esforço no estreitamento das relações institucionais entre os países (como as últimas visitas do Ministério da Agricultura) aumenta a possibilidade de abertura do mercado japonês para carne in natura brasileira, mas ele não deu nenhum prazo para isso.