A decreto do presidente dos EUA invocando a Lei de Produção de Defesa para garantir o fornecimento de glifosato no mercado norte-americano ressalta a necessidade de os agricultores locais terem acesso ao herbicida, disse a Bayer nesta quinta-feira, 19, acrescentando que a medida não levaria à escassez em outros países.

A Bayer disse em agosto passado que a empresa poderia ser forçada a interromper a produção nos EUA do herbicida amplamente utilizado na agricultura, a menos que mudanças regulatórias fossem feitas para evitar litígios que têm pesado sobre a empresa alemã. A Bayer é a única empresa que produz glifosato nos EUA, mas o setor agrícola também importa grandes volumes de cópias genéricas da China.

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A Bayer, que há anos tenta se defender de contestações de responsabilidade civil por alegações de que o herbicida causa câncer, chegou a um acordo no início desta semana para pagar até US$ 7,25 bilhões para resolver dezenas de milhares de ações judiciais desse tipo.

Separadamente, o grupo alemão convenceu a Suprema Corte dos Estados Unidos a julgar um recurso que limitaria drasticamente a responsabilidade da Bayer nos processos judiciais, que foram movidos principalmente por usuários particulares de jardinagem.

A decisão da Suprema Corte de julgar o caso veio depois que o governo Trump apoiou a visão da Bayer de que a regulamentação federal do glifosato, que é principalmente a favor da Bayer, deve ter precedência sobre as leis estaduais invocadas pelos demandantes.