A escalada dos preços do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, tem aumentado a competitividade dos biocombustíveis e aquecido a demanda por biodiesel em Mato Grosso, informa o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em boletim semanal sobre soja.

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Esse movimento tem reflexos diretos sobre o mercado de óleo de soja, principal matéria-prima do setor, cuja procura se intensificou nas últimas semanas com o avanço do esmagamento, complementa o Imea.

Dados recentes mostram que, em fevereiro de 2026, a produção de biodiesel no Estado atingiu 195.343 metros cúbicos, um salto de 114,38% em relação a igual período do ano anterior e de 64,07% acima da média dos últimos cinco anos. O aumento expressivo reforça o crescimento do consumo no mercado interno, em um contexto de maior uso de biocombustíveis diante do encarecimento do diesel fóssil.

A demanda aquecida já se reflete nos preços, informa o Imea: o óleo de soja foi negociado a R$ 5.886,75 por tonelada na semana passada, alta de 1,48%. Mato Grosso, que respondeu por 22,65% da produção nacional de biodiesel em 2025, tende a manter esse protagonismo, especialmente com a previsão de ampliação da mistura obrigatória para B16 ainda em 2026, fator que deve continuar sustentando a demanda e os preços do coproduto, mesmo diante de safras recordes.