Três jogadores de futebol brasileiros que atuam pelo Metalist 1925, clube que disputa o Campeonato da Ucrânia, divulgaram nesta quinta-feira (25) um vídeo em que pedem ajuda para deixar o país europeu. A cidade onde moram, Kharkiv, a 455 quilômetros da capital Kiev, registrou explosões horas depois de o presidente russo, Vladimir Putin, anunciar o início de uma operação militar em território ucraniano.

“Estou passando aqui para pedir ajuda, que vocês possam compartilhar esse vídeo e ele chegue às autoridades, para que possamos sair daqui o mais depressa possível e em segurança”, disse o atacante Derek, de 24 anos, ex-Madureira-RJ, revelado nas categorias de base do Fluminense e que atua na Ucrânia desde a temporada 2019/2020.

 
 
 

 
#RevistaBrasil, o diplomata aposentado Pedro Luiz Rodrigues comenta como deve ser a retirada de estrangeiros da área de conflito. Ouça: pic.twitter.com/Omb4nxT8xz

— Rádio Nacional (@RadioNacionalBR) February 24, 2022

Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, nesta quinta, o diplomata aposentado Pedro Luiz Rodrigues reforçou a importância dos brasileiros na Ucrânia manterem contato.

“É importante estabelecer contato para que a área consular da Embaixada saiba onde estão os brasileiros. E que [as pessoas] deem tempo à sociedade internacional, porque não é uma questão só de brasileiros. Há franceses, húngaros, tchecos, bolivianos, jogadores de futebol, cientistas, muita gente. Então, será buscada uma solução legal via ONU [Organização das Nações Unidas]. Não podemos esquecer que os instrumentos multilaterais, neste momento, são mais eficazes, vamos dizer, que ações bilaterais. Lógico que o Brasil fará tudo para tirar seus nacionais [da Ucrânia], mas devemos, e certamente estamos, atuando junto à ONU para se montarem esquemas multilaterais de proteção aos nacionais que estejam na área de conflito”, destacou Rodrigues.

Além de Kharkiv e Kiev, ao menos outras duas cidades (Mariupol e Kramatorsk) registraram explosões nesta quinta-feira. O espaço aéreo do país foi fechado para aviação civil, sob justificativa de “elevado risco para a segurança” do setor, segundo o ministério ucraniano de Infraestruturas.