09/06/2017 - 13:37
São Paulo, 9/6 – O Brasil deve encerrar o ano-safra 2016/17 (julho a junho) com exportação de 33,4 milhões de sacas de 60 kg de café, o que corresponde a uma queda de 4,6% em comparação com o período anterior (35 milhões de sacas). Os cálculos são do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé).
Problemas climáticos, principalmente a estiagem no Espírito Santo, segundo principal produtor do País, atrás de Minas Gerais, reduziram a oferta do produto.
De acordo com o presidente do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), Nelson Carvalhaes, o Brasil deve enfrentar dificuldade na oferta do grão pelo menos até o primeiro semestre do ano que vem, também por causa da bienalidade negativa do café arábica este ano. Além disso, os estoques públicos estão praticamente zerados. A partir do segundo semestre de 2018, com a entrada da safra de 2018/19, a oferta tende a se “normalizar”. “Em 2018, a exportação brasileira poderá ser mais agressiva e trabalharemos por um novo recorde nos embarques”, disse Carvalhaes.
O recorde atual ocorreu na safra 2014/15, com um total de cerca de 37 milhões de sacas.
Com relação à safra 2017/18, em fase inicial de colheita, Carvalhaes comentou que as recentes chuvas foram favoráveis aos cafezais. “É bom porque aumenta a reserva hídrica no solo para superar o período seco, que começa agora e vai até setembro”, informou.
Ele acrescentou que o ritmo de colheita ainda é lento, possivelmente, em parte, por causa das chuvas, mas os trabalhos devem ganhar força entre o fim deste mês e início de julho.