27/01/2026 - 16:24
A Coamo Agroindustrial Cooperativa anunciou nesta terça-feira, 27, a aquisição de quatro instalações agrícolas junto ao fundo Patria que estavam arrendadas à empresa Belagrícola, segundo comunicado da maior cooperativa de produtores do Brasil, com sede no Paraná.
As unidades adquiridas por R$ 136 milhões junto ao Patria estavam arrendadas à empresa Belagrícola e irão proporcionar um incremento de 220 mil toneladas na capacidade de armazenamento de grãos da associação de produtores.
Os armazéns adquiridos não terão qualquer relação comercial com a Belagrícola, que fez no final do ano passado um pedido de recuperação extrajudicial, notou o executivo. A Coamo terá sua assembleia anual no dia 5 de fevereiro, e os resultados de 2025 foram muito bons, disse Airton Galinari, presidente-executivo da Coamo, acrescentando que o faturamento será parecido com o registrado no ano anterior, quando a cooperativa teve receitas de R$ 28,82 bilhões.
Maior safra da história
“A safra está indo bem, está precisando de uma chuva a mais, uma boa chuva em algumas regiões já salva boa parte da safra, e tem chuvas previstas”, afirmou ele, em entrevista para comentar a aquisição das unidades situadas nos municípios paranaenses de Cambé, Sabáudia, Assaí e Bela Vista do Paraíso.
+Soja brasileira mais barata atrai China e pressiona embarques dos Estados Unidos
+Ibovespa atinge pela primeira vez 183 mil pontos com inflação abaixo do esperado; dólar cai a R$ 5,23
A maior cooperativa de agricultores do Brasil trabalha com a possibilidade de elevar os recebimentos de soja em cerca de 1 milhão de toneladas ante 2025, para mais de 6 milhões de toneladas em 2026, disse Galinari, com uma melhor produção em áreas como o Mato Grosso do Sul, Estado no qual o grupo também atua, além de Santa Catarina e Paraná, onde está sua sede em Campo Mourão.
“Mato Grosso do Sul foi complicado no ano passado, este ano está bom. A expectativa é de que seja a melhor safra da história (da Coamo)”, acrescentou. Considerando a previsão de safras de milho e trigo dos cooperados em 2026, a Coamo prevê receber ao todo mais de 10 milhões de toneladas neste ano, versus aproximadamente 9,4 milhões em 2025, disse Galinari.
A Coamo já tinha a maior capacidade de armazenagem de grãos do Brasil, com mais de 6 milhões de toneladas.
Outra parcela importante de produtos vem do milho, colhido em sua maioria na segunda safra, o que dá alguma flexibilidade para a cooperativa lidar com o déficit de silos, um problema histórico e mais acentuado em outras partes do país. Ele lembrou que a Coamo aumentou em quase 1 milhão de toneladas a capacidade de armazenagem nos últimos anos.
