Cerca de 9,25 milhões de cabeças de gado passaram pelos confinamentos brasileiros em 2025, um aumento de 16% em relação a 2024, à medida que os pecuaristas continuam a deixar o modelo de criação em grandes pastagens.

De acordo com dados do censo anual de confinamentos compilados pela empresa de nutrição animal dsm-firmenich, o gado do maior exportador mundial de carne bovina estava confinado em 2.445 propriedades em 1.095 cidades, ressaltando a expansão da produção em confinamentos como estratégia para melhorar a eficiência nutricional e o ganho de peso.

Em dez anos, o número de gado confinado dobrou, segundo o censo anual. O censo da dsm-firmenich mostra a mudança na dinâmica do setor de carne bovina do Brasil em um ano em que o país ultrapassou os Estados Unidos como o maior produtor mundial de carne bovina.

A produção de carne bovina do Brasil, superior à estimada em 2025, ajudou a aliviar a crise global de abastecimento, uma vez que os rebanhos bovinos dos EUA caíram para níveis historicamente baixos.

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A eficiência do rebanho brasileiro também decorre da melhoria genética e da redução da idade de abate. O uso de confinamentos cresceu de forma constante nos últimos 10 anos no Brasil, segundo dados do censo, em linha com a modernização geral do setor.

Mato Grosso, o maior Estado agrícola do Brasil, registrou o maior número de cabeças de gado que passaram por confinamentos no ano passado: 2,2 milhões de cabeças, um aumento de quase 30% em relação a 2024, segundo dados do censo.

O Estado de São Paulo confinou 1,4 milhão de bovinos, um aumento de 7,7% em relação ao ano anterior, enquanto Goiás confinou a mesma quantidade, um aumento de 13,6% em relação a 2024, segundo dados do censo.

A maior parte da produção de carne bovina do Brasil permanece no mercado local, enquanto a maior parte das exportações é normalmente vendida para a China.