O novo Desenrola Rural, anunciado pelo governo federal na segunda-feira, 4, contará com um prazo maior do que o programa Desenrola Famílias. Produtores rurais poderão renegociar suas dívidas a partir desta terça-feira, 5, e até o dia 31 de dezembro de 2026.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, explicou que o programa focado na zona rural não passou por mudanças em relação a sua primeira edição. “Muitos pequenos agricultores vieram ao MDA [Ministério de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar] dizer que não tiveram oportunidade naquele momento porque o prazo foi curto”, explicou.

Cerca de 507 mil produtores participaram da primeira edição. Com a reabertura do prazo até 20 de dezembro de 2026, o governo estima alcançar mais 800 mil agricultores familiares, totalizando 1,3 milhão de pessoas.

Como funcionou o Desenrola Rural

O programa renegociou débitos de agricultores familiares e cooperativas da agricultura familiar. Os descontos nos valores devidos chegavam a 90%, a depender do tipo da dívida e do tempo em atraso.

Entraram na proposta da renegociação dívidas com a União, Incra ou instituições financeiras, contratadas por beneficiários do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), do PNCF ( Programa Nacional de Crédito Fundiário) e do PNRA  (Programa Nacional de Reforma Agrária), indígenas, quilombolas e cooperativas da agricultura familiar.

Para solicitar a renegociação, os produtores utilizavam diferentes canais de acordo com o tipo de dívida, conforme segue:

  • Dívida Ativa da União: Portal digital de serviços Regularize da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional
  • Fundos Constitucionais:  o agricultor deve procurar uma agência de um dos seguintes bancos:
    Centro-Oeste (FCO) – Banco do Brasil (BB)
    Nordeste (FNE) – Banco do Nordeste do Brasil (BNB)
    Norte (FNO) – Banco da Amazônia (BASA)