O preço médio do frete por quilômetro rodado no Brasil fechou março em R$ 7,99, o que representa uma alta de 3,36% em relação a fevereiro, com impulso dos preços do diesel em meio a repasses da alta do petróleo e também com forte demanda do setor agrícola, devido à colheita e escoamento da safra recorde de soja, apontou a plataforma Repom nesta sexta-feira, 17.

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O Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), elaborado com base em dados da Repom, registrou uma alta de 8,7% em relação ao preço médio de março do ano passado, informou a empresa do grupo Edenred, que indicou também que abril deve fechar com nova alta mensal.

O frete é importante fator para a composição da rentabilidade de diversos setores, em especial do agronegócio, com produtores normalmente registrando descontos no preço da commodity devido aos custos mais altos.

“O avanço do frete em março reflete uma combinação de fatores estruturais e conjunturais. De um lado, temos a pressão internacional sobre o preço do diesel; de outro, um ambiente doméstico ainda aquecido, com manutenção da demanda por transporte”, afirmou o diretor de Unidades de Negócio na Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes, em nota.      

Além disso, disse ele, mudanças regulatórias como a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot) também impactam a dinâmica de custos do setor.

“Para o fechamento de abril, o preço deve continuar subindo”, acrescentou.

O IFR é levantado com base nos dados exclusivos das 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio administradas pela Edenred Repom.

A empresa observou ainda que o principal fator por trás da alta do frete registrada no período foi o aumento do preço do diesel, impactado pelo cenário global de abastecimento de petróleo, ainda pressionado pelas tensões no Oriente Médio.

No Brasil, esse movimento foi percebido nas bombas: o preço médio do diesel S-10 subiu 13,60% em março ante fevereiro, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log.

O preço do frete já vinha sustentado desde fevereiro, quando o início da colheita e escoamento da safra impulsionaram os valores, segundo a Repom.

No campo regulatório, a exigência da Agência Nacional de Transportes Terrestres (Antt) para a emissão do Ciot para todas as operações, com aplicação de multas por violação do piso mínimo do frete, também influenciou nos custos.