A Frimesa quer colocar mais carne de porco na mesa do consumidor brasileiro para dobrar de tamanho até 2032. parte dessa estratégia está na inauguração de um novo centro comercial inaugurado na terça-feira, 25, em São Paulo.

O presidente da cooperativa, Elias José Zydek, destacou o aumento do consumo de carne suína pelo brasileiro, de 16 kg para 19 kg per capita em cinco anos, para sustentar esse crescimento nos próximos anos. A expectativa do executivo é que esse número chegue a 25 kg per capita em 2032.

+Governo brasileiro destinará até R$ 70 mi para apoiar produtores de arroz

“Esse salto de 6 kg por pessoa em um universo de 200 milhões de brasileiros representaria um aumento de consumo interno de 1,2 milhão de toneladas, volume equivalente a quase tudo o que o Brasil exporta atualmente”, explicou. 

O executivo acredita que esse crescimento será também um efeito do preço da carne bovina, que deve continuar subindo para o mercado interno nos próximos anos. 

“Quando o consumidor precisa substituir a carne de boi devido à alta de preços, ele migra para a carne suína porque o frango já atingiu um teto de consumo muito elevado no país, de cerca de 45 kg per capita, e não possui a mesma elasticidade de preço para absorver essa substituição”, explicou. 

Concorrendo com JBS, Marfrig e Aurora, a companhia tem capacidade de abate de 15 mil suínos por dia atualmente. Com novos investimentos na planta fabril inaugurada na cidade de Assis Chateaubriand (PR), inaugurada em 2023, a empresa planeja chegar a 23 mil abates por dia em 2032. A participação da carne suína nas vendas da companhia é de 76,6%, enquanto a de laticínios é de 22,5%. 

Produtos para o consumidor final

A principal mudança da companhia foi focar na venda para o consumidor final ao invés dos chamados “transformadores”, companhias que compravam produtos menos elaborados para processar industrialmente. Para isso, a empresa anunciou um novo portfólio focado em produtos com valor agregado maior e em porções menores, de olho no consumo doméstico. 

O executivo explicou que os investimentos programados para a fábrica em Assis Chateubriand para este ano serão fortemente focados em processos para produzir alimentos em porções e no fatiamento de produtos

“Essa adaptação é uma resposta direta ao comportamento do consumidor atual, que prefere comprar quantidades menores e mais práticas, como porções de 100g a 150g”, apontou. O investimento esse ano gira em torno de R$ 60 milhões. 

Foco em São Paulo

O principal foco de crescimento da companhia é na região metropolitana de São Paulo. O executivo apontou que atualmente 15% do faturamento vem do estado e a ideia é dobrar esse percentual. Com 26% do share de mercado no Paraná, a empresa conta com apenas 2,8% em São Paulo e planeja chegar a 5% até 2032.