São Paulo, 2/3 – O Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) encerrou em 175,5 pontos em fevereiro de 2017, alta de 0,9 pontos (0,5%) ante janeiro. O índice está 26 pontos (17,2%) acima do patamar registrado em igual mês do ano passado. Com exceção dos óleos vegetais, todos os grupos de alimentos que fazem parte do índice avançaram no período, especialmente os cereais.

O preço dos cereais avançou 3,7 pontos (2,5%) em fevereiro ante janeiro, para 150,6 pontos, maior patamar desde junho de 2016. O movimento foi influenciado pelos preços do trigo, que subiram 3% diante das negociações fortalecidas.

Seguindo o viés de alta, o preço internacional de carnes ganhou 1,7 ponto (1,1%) em fevereiro, a 160,6 pontos. O movimento foi sustentado pelos ganhos da carne bovina e ovina, enquanto a carne de frango e suína apresentaram leves recuos.

O índice de preço do açúcar ficou em 290,3 pontos em fevereiro, alta de 1,8 ponto (0,6%) na comparação mensal. Os preços internacionais permaneceram sensíveis às mudanças nas perspectivas de produção de açúcar, principalmente no Brasil, maior produtor e exportador do mundo. Além disso, a queda de safra na Índia também deu suporte aos preços.

Com ligeira alta, o índice de lácteos encerrou em 194,2 pontos em fevereiro, maior patamar desde agosto de 2014. O indicador está 37% acima do registrado em igual período do ano passado.

Na contramão, os óleos vegetais recuaram 7,6 pontos (4,1%) em fevereiro ante janeiro, para 178,7 pontos, primeira queda mensal desde outubro de 2016. No mês, os preços refletiram a evolução dos mercado de óleo de palma e de soja. No Sudeste da Ásia, a estimativa é de aumento na produção de óleo de palma. Já no Brasil e Argentina, as projeções apontam para uma colheita robusta de soja nesta safra.