São Paulo, 1/12 – A INTL FCStone projeta que a moagem de cana-de-açúcar pelas usinas e destilarias do Centro-Sul do Brasil cairá 1,1% na safra 2017/18, que se inicia em abril de 2017, atingindo 590,8 milhões de toneladas. Para essa estimativa, a consultoria considera “fartura de chuvas” no 1º trimestre de 2017 e, eventualmente, no 2º trimestre.

“Caso essa previsão se concretize, o risco maior é de que os canaviais sofram com chuvas em excesso e falta de luminosidade do que com secas, como ocorreu neste ano. Precipitação forte em março e abril também pode atrasar o início da safra ainda mais do que já é previsto em vista da redução da disponibilidade de cana bisada”, explicou, em relatório, o analista de mercado da INTL FCStone, João Paulo Botelho.

Com relação aos produtos, a consultoria prevê 35,7 milhões de toneladas de açúcar (mais 0,9%) e 24,2 bilhões de litros de etanol (menos 3%), dos quais 13,2 bilhões de litros de hidratado (menos 7,7%) e 11 bilhões de litros de anidro (mais 3,4%). Tais volumes levam em conta um mix de 47,5% da oferta de matéria-prima para açúcar e 52,5% para álcool, em comparação com 46,6% e 53,4%, respectivamente, na atual temporada.

Já o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) está estimado em 133,3 kg por tonelada de cana moída, estável na comparação anual.

Na quarta-feira, 30, a consultoria já havia revisado suas projeções para o atual ciclo. A INTL FCStone cortou sua projeção de moagem em 2016/17 de 609,5 milhões para 597,4 milhões de toneladas, com fabricação de 35,3 milhões de toneladas de açúcar e 24,9 bilhões de litros de etanol.