Cidade do México, 27 – O México adiou a proibição de herbicidas contendo glifosato, que estava programada para 31 de março, até que se encontre um substituto para manter a produção agrícola do país, disse o governo. A medida estabelecia o prazo com a condição de que alternativas estivessem disponíveis. “Uma vez que as condições não foram alcançadas para substituir o uso de glifosato na agricultura, o interesse em salvaguardar a segurança alimentar do país deve prevalecer”, disse em comunicado.

De acordo com um decreto de 2023, as alternativas podem incluir outros agroquímicos considerados seguros para a saúde e mecanismos de controle de ervas daninhas que não envolvam o uso de herbicidas.

O governo citou estudos que afirmam que o glifosato tem efeitos adversos na saúde de humanos e de alguns animais. O decreto também inclui a proibição de milho geneticamente modificado para consumo humano e prevê sua eliminação gradual no uso para ração animal ou processamento industrial. O México afirma que a medida também tem como objetivo proteger as variedades nativas de milho.

Entretanto, os EUA contestam a proibição do milho transgênico, afirmando que isso compromete acordos no Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA). Em agosto, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA solicitou um painel de resolução de disputas do USMCA após ambos os países não chegarem a um acordo durante um período de consultas.

A maior parte do milho cultivado nos Estados Unidos é geneticamente modificada. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o México importou US$ 5,4 bilhões em milho norte-americano em 2023, sendo o principal destino das exportações do milho do país. Fonte: Dow Jones Newswires