01/09/2010 - 0:00
História de glórias:
de 1860 até hoje, passaram pelo cargo nomes como Pratini de Moraes (esq.), Roberto Rodrigues (dir.) e Wagner Rossi (acima), atual ministro, que fizeram do País uma potência agrícola
Até o ano de 1860, a agricultura brasileira resumia-se aos esforços e anseios dos produtores nacionais de açúcar e café. Foi nesse cenário que o governo imperial criou o Ministério da Agricultura, a instituição responsável por apoiar o desenvolvimento do que viria a se tornar o terceiro maior mercado exportador de produtos agrícolas do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da União Europeia. “A transformação foi possível graças à persistência do empresário rural e aos resultados das pesquisas agropecuárias”, resume o ministro da Agricultura, Wagner Rossi.
Criado como Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas no dia 28 de junho de 1860, o hoje Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) se tornou o grande interlocutor do agronegócio brasileiro, segundo o ex-ministro Roberto Rodrigues (2003- 2006). “O ministério é o fórum onde temos condição de levar os problemas e buscar as soluções“, diz Rodrigues. O ministério chega aos 150 anos celebrando avanços expressivos principalmente na área de produtividade e na promoção do agronegócio brasileiro no Exterior. Nos últimos 20 anos, a produção brasileira de grãos cresceu 152%, com aumento de apenas 25% na área plantada. “Graças ao ministério, a economia brasileira teve o mais extraordinário avanço de produtividade de grãos e carne por hectare utilizado ou plantado do mundo”, atesta o ex-ministro Marcus Vinícius Pratini de Moraes (1999-2002).
A Embrapa, criada no âmbito do Mapa em 1973, marca o grande salto da história do agronegócio nacional. “Criamos uma inteligência e transformamos o Brasil em um país sem problemas no mercado interno. O preço da cesta básica caiu para menos de um terço do que era naquela época”, destaca o presidente da Embrapa, Pedro Arraes. Os avanços alcançados pela empresa transformaram o Brasil no maior produtor de tecnologia de agricultura tropical do mundo.
O resultado do trabalho do minsitério se reflete na liderança brasileira nas exportações mundiais de açúcar, carne bovina e de frango, café, suco de laranja, tabaco e álcool e na disputa pelas primeiras colocações nos mercados de soja, milho e carne suína. A consolidação desse papel de celeiro do mundo deve nortear as ações do governo nos próximos anos. Nas contas do ministério, o Brasil responderá por 44,5% do mercado mundial de carnes em 2020 e a produção brasileira de grãos vai crescer 40% nos próximos dez anos. Mas o sucesso da empreitada depende da manutenção do respeito que os produtos nacionais alcançaram no Exterior. O Brasil não registra casos de febre aftosa desde 2006 e o ministério fiscaliza 9 milhões de toneladas de alimentos importados e produzidos no país anualmente.