Oportunidades e opções: com o novo modelo, comprador poderá escolher uma entre três filhas nascidas

Há anos o empresário Walter Egidio, dono da Terramata Agropecuária se dedica à criação de bovinos da raça nelore. Ao participar de leilões pelo Brasil ele sentia falta de uma garantia a mais na hora de arrematar ou vender prenhezes. Muitas vezes, a fêmea adquirida não se mostrava uma grande reprodutora quando adulta ou seu desempenho nas pistas era aquém do esperado, o que significava um negócio de risco. Até que ele resolveu criar um sistema que desse maior segurança ao comprador e uma garantia de 21 meses para o animal. Para começar, viu na vaca Jupiá III, da qual ele adquiriu 50% da propriedade em 2009, seu grande trunfo, já que a matriz reúne todos os atributos para ser certificada. Junto com o amigo Norival Bonamichi, dono da Ourofino Agronegócio, parceiro no Condomínio Terra Ouro e proprietário dos outros 50% do animal, criou o Certificado de Performance Reprodutiva. Para cada prenhez vendida de Jupiá III, eles produzem três animais e após 30 dias dão ao comprador a chance de escolher com qual ficar. “É uma garantia de que o criador estará levando o melhor da produção”, explica Egidio. Para ele, o sistema deve se tornar tendência em leilões de elite por causa da exigência cada vez maior dos pecuaristas. “Jupiá III é a primeira vaca com prenhez certificada do Brasil, comemora Bonamichi.

O modelo foi lançado no Leilão Superação em setembro de 2010 e teve o primeiro embrião adquirido por R$ 160 mil pelo empresário Eduardo Guedes, investidor do nelore e dono da rede de gelaterias Stuppendo. A prenhez foi arrematada em parceria com três estreantes na raça, Celso Zucatelli, Christiane Flores e Gianne Albertoni, colegas dele no programa Hoje em Dia, da Rede Record. “O sistema é uma segurança a mais, especialmente para novos investidores. Garante no ato da compra a qualidade e o retorno do produto”, declarou Guedes à DINHEIRO RURAL. Além dele, outro comprador adquiriu uma prenhez, por R$ 180 mil, em leilão em Uberaba (MG). Egidio explica que para este ano estão previstas as vendas de no máximo cinco prenhezes, exclusivamente em leilões. “Uma certamente será disponibilizada no Leilão Copa, promovido por mim.”

Além de poder escolher a prenhez, o comprador também pode optar por deixa-lá com o condomínio até os 21 meses ou até comprovar a primeira prenhez. Assim, a garantia é mantida e o animal será entregue com avaliações e certificação sobre o desenvolvimento. “Caso o criador opte por levá-la consigo, ele perde a garantia”, explica Egidio. Isso acontece porque o manejo feito de forma errônea nos primeiros meses pode comprometer o desenvolvimento do aparelho reprodutor e o rendimento do animal. “Conosco, ela tem todos os cuidados para na pior das hipóteses ser uma doadora”, conclui Bonamichi.

Garantia: com o Certificado, Norival Bonamichi (foto) e Walter Egídio oferecem aos investidores um negócio seguro

 

Jupiá III, a pioneira: matriz do condomínio Terra Ouro, cujo valor está em R$ 3,6 milhões, é a primeira do Brasil com filhos certificados