Genética
Catálogo turbinado

Em janeiro, a Semex Brasil lançou os catálogos 2016 de doadores de sêmen importado das raças leiteiras holandês e jersey. Entre os destaques está o touro da raça holandesa Val-Bisson Doorman, filho de Bookem com a vaca Val Bissom Shottle, do qual já foram vendidas 200 mil doses em todo o mundo até dezembro de 2015. Os animais que compõem os catálogos são avaliados por meio das provas canadenses LPI – Índice de Lucratividade Vitalícia e das provas americanas TPI – Índice de Desempenho Total, que determinam a classificação para longevidade, taxa de prenhez e produção. As informações auxiliam o produtor a escolher os animais de forma mais precisa para que atendam à necessidade de melhoramento do rebanho.

Espumantes
Miolo na França

A parceria do Grupo Miolo com o wine shop francês Soif D’ailleurs tem apresentado resultados surpreendentes. Em 2015, os espumantes Miolo Cuvée Tradition Brut e Brut Rose foram os mais vendidos na loja, com um total de 5,2 mil garrafas. O Cuvée Tradition é elaborado por meio do Método Tradicional, o mesmo utilizado na produção da bebida símbolo da França: o champagne. O Soif D’ailleurs fica em Marais, bairro situado à margem direita do Rio Sena, e oferece uma variedade de vinhos de países como Síria, Croácia, Estados Unidos, Nova Zelândia e Inglaterra.

Meio ambiente
Cadê as abelhas

Os Estados Unidos estão gastando US$ 40 milhões, por ano, quatro vezes mais que há uma década, para tentar decifrar o motivo do desaparecimento em massa de abelhas e outros polinizadores naturais, entre eles morcegos e pássaros. No mês passado, a Agência Ambiental americana (EPA, na sigla em inglês), colocou os herbicidas à base de imidacloprida na lista dos agentes suspeitos de colaborar com o extermínio dos animais. Desde a década de 1990, a substância é uma das mais utilizadas em herbicidas para as lavouras de arroz, algodão, batata e frutas.

Rastreabilidade
Controle da origem à mesa

A Itaueira, produtora brasileira de melões e mini melancias das marcas Rei, CEPI e Turma da Mônica, aposta na rastreabilidade como diferencial para ampliar o controle da qualidade de seus produtos. O mecanismo permite identificar a origem e a trajetória das frutas desde o plantio até o consumidor, por meio da leitura do QR Code, em smartphones.

A medida ainda auxilia no atendimento da RDC 24, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que trata do recolhimento de alimentos. “Temos interesse na trâsnparência e, assim, podemos identificar com agilidade qualquer produto que porventura apresente problemas”, explica a gerente administrativa da empresa, Amanda Prado.

Turismo
Na rota do Queijo e do Azeite

Consumidores agora podem ver de perto o processo de produção do famoso queijo artesanal Alagoa, no município de mesmo nome, no sul de Minas Gerais. Foi criada em janeiro a Rota do queijo e do azeite, que permite ao turista conhecer em Alagoa, o processo desde a ordenha até a degustação, bem como o cultivo de oliveiras e a produção de azeites da marca Cardoso & Vasques na fazenda Cauré.

Também conhecido por Parmesão Alagoa, o produto se difere do parmesão por ser feito com leite integral, ao passo que o parmesão é feito com leite pasteurizado e é vendido para o Brasil inteiro via internet. Para reservar a vaga basta enviar um e-mail para: rotadoqueijoedoazeite@gmail.com.

E-commerce
Campo digital

Foi lançado em janeiro o Agroplace, um e-commerce brasileiro exclusivo para a venda de alimentos e bebidas. No site, os produtores oferecem seus produtos no atacado. Para participar, o produtor deve fazer um cadastro e inserir os itens disponíveis para  venda. Os interessados buscam entre 16 categorias, como apicultura, bebidas e cereais, os alimentos que precisam. Os negócios são sempre em reais e debitados no cartão de crédito.

A cada venda, o Agroplace cobra uma comissão de um1% sobre o valor total. O sistema conta com seis clientes no Vietnã e dois na África. “Nossa meta principal é o mercado livre da União Europeia, as Américas e o Brasil”, diz Luis Anderson, CEO da empresa. Saiba mais em https://www.agroplace.net/

Confinamento
Escola de pecuária intensiva

A Associação Nacional dos Confinadores (Assocon) está com as inscrições abertas para a Escola de Pecuária Intensiva. O curso será realizado nos estados de Goiás, Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio Grande do Sul, de 23 de fevereiro até o final de novembro. As aulas abordarão temas como nutrição, sanidade, máquinas e equipamentos, gestão e pastagem. O curso também inclui visitas a fazendas.

Segundo a Assocon, mais de 1,3 mil funcionários já foram capacitados desde 2010. O projeto já foi levado a 20 cidades do País e conta com o patrocínio e apoio de diversas empresas e entidades ligadas ao segmento. As inscrições podem ser realizadas pelo site da associação: www.assocon.com.br .

Código florestal
Regularização ambiental liberada

Os produtores de São Paulo que tiverem passivos ambientais poderão planejar a recuperação de áreas degradadas por meio do Programa de Regularização Ambiental (PRA). O instrumento, previsto no novo Código Florestal, foi regulamentado em janeiro por meio do Decreto n° 61.7912 e possibilitará a restauração de mais de 1 milhão de hectares em mais de 300 mil unidades produtivas do Estado. Para solicitar a regularização dos imóveis pelo PRA, os proprie-tários rurais deverão estar inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e precisam apre-sentar o Projeto de Recomposição de Áreas Degradadas e Alteradas (Prada) no período de até um ano do início da implantação. Lembrando que o prazo para inscrição no CAR se encerra em 6 de maio de 2016.

Cadastro ambiental
Mais perto da meta

A área incluída no Cadastro Ambiental Rural (CAR) ultrapassou os 258 milhões de hectares, em 2015, cobrindo 64,86% da área passível de cadastro. Instituído pelo novo Código Florestal o CAR reúne informações que permitem determinar se as propriedades estão em dia com a legislação, como detalhes sobre as áreas de reserva legale de preservação permanente, por exemplo. Ao todo, 2.255.428 imóveis rurais já foram inscritos de um total estimado em 5,2 milhões. O prazo para inscrições termina em 6 de maio deste ano. Depois disso, as instituições financeiras que oferecem linhas de crédito a produtores rurais passarão a exigir o comprovante do cadastro para liberar o acesso a financiamentos.

Pecuária
Semana da Carne em São Paulo

A Sociedade Rural Brasileira (SRB) e o Governo do Estado de São Paulo lançaram no final de janeiro o projeto “Semana da Carne”.  A ação é composta por uma programação de eventos, que serão realizados entre 13 e 19 e junho, em várias localidades na capital paulista, voltados tanto a produtores quanto consumidores.

O projeto marca a volta da antiga Feicorte a São Paulo, que foi realizada por 19 anos na Capital, agora sob o nome de Circuito InterCorte. Também será realizada a Beef Week, que envolverá restaurantes e casas de carne em ações de degustação e o Global Beef Meet, que reunirá representantes de governos, exportadores, indústrias e associações do cenário mundial, além de iniciativas culturais.

Mais um ano de crescimento
Clorialdo Roberto Levrero foi reeleito presidente da Abisolo – Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal, em dezembro. A entidade conta com 80 empresas associadas em nove estados e no Distrito Federal. O empresário faz projeções para 2016.


Clorialdo Roberto Levrero presidente da Abisolo

Quais são as perspectivas para 2016?
Nossa expectativa é que a indústria de nutrição vegetal, que inclui os fertilizantes orgânicos, organominerais, foliares, condicionadores de solo e substratos para plantas, repita o desempenho de 2015, quando teve um crescimento de vendas de 9%, e uma receita bruta de R$ 4,8 bilhões.

Que avaliação o senhor faz deste resultado?
Esse bom desempenho pode ser explicado pelo forte atuação das empresas nas áreas de assistência técnica. Por atuarmos numa área onde a venda necessita ser bastante técnica e depende de uma aproximação e um apoio para a correta utilização dos produtos, essa dedicação intensa na parte de assistência é fundamental e, realmente, faz a diferença.

Quais serão os desafios da sua nova gestão?
Penso que seja manter o ritmo de expansão, assegurando bons resultados para o segmento. Outro desafio é manter o nosso atual nível de investimento, em torno de 6% do faturamento em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias para o campo.