10/02/2026 - 15:13
A safra de laranja 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro foi estimada nesta terça-feira em 292,60 milhões de caixas de laranja de 40,8 kg, redução de 0,7% em relação à previsão anterior, de acordo com levantamento do Fundecitrus.
A redução da safra se deve à diminuição do tamanho médio das laranjas das variedades tardias Valência, Folha Murcha e Natal, devido a chuvas menos volumosas do que a média histórica entre maio do ano passado e janeiro de 2026 nas regiões produtoras, disse o Fundecitrus em nota.
Apesar da redução, a principal região produtora de laranja do Brasil, maior produtor exportador de suco da fruta, deverá ver uma recuperação importante na comparação com a safra passada, que somou 230,87 milhões de caixas de 40,8 kg, sendo segunda menor dos últimos 37 anos, por condições climáticas adversas e avanço da doença greening.
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Segundo o Fundecitrus, até meados de janeiro, 87% da safra havia sido colhida, com peso médio de 153 gramas por fruto — 1 grama abaixo da projeção anterior.
“A redução foi atribuída às variedades tardias, cujos frutos não apresentaram o crescimento esperado devido à escassez de chuva”, afirmou.
A projeção da taxa de queda prematura de frutos foi mantida em 23% nesta reestimativa. Esse é o maior valor registrado ao longo de 11 safras e está associado ao aumento da severidade do greening.
“Quando analisada por setor, a taxa de queda de frutos acompanha a incidência e a severidade do greening, sendo mais intensa nos setores Sul, Centro e Sudoeste e menos intensa nos setores Noroeste e, principalmente, Norte”, afirmou o Fundecitrus.
Os contratos futuros do suco de laranja congelado e concentrado negociados em Nova York operavam em alta de 2,7% nesta terça-feira, a US$1,73/libra-peso, por volta das 10h30 (horário de Brasília). Mas estão bem abaixo do recorde de mais de US$5 registrado em 2024, quando os pomares brasileiros tiveram uma safra ruim.
