29/01/2026 - 15:40
A safra de soja do Paraná 2025/26 foi estimada nesta quinta-feira, 29, em 22,04 milhões de toneladas, com alta ante a projeção de 21,96 milhões divulgada em dezembro, uma vez que as condições climáticas têm sido favoráveis de uma maneira geral, de acordo com levantamento mensal do Departamento de Economia Rural (Deral). A nova estimativa foi realizada já com o Paraná tendo iniciado a colheita. Até o início da semana, produtores tinham colhido cerca de 5% da área semeada, com algum atraso ante anos anteriores.
Mas, considerando o número atual, o Paraná poderia ampliar a safra em 4% na comparação com a temporada anterior. “Diante de altas temperaturas e chuvas irregulares neste início de 2026, as precipitações previstas para esta semana serão decisivas para manter as boas condições das lavouras e efetivamente confirmar o volume projetado”, afirmou o Deral em relatório nesta quinta-feira.
Segundo o agrônomo do Deral Carlos Hugo Godinho, em parte do Estado as chuvas já aconteceram, mas não há imediatamente informações “se foram desiguais ou localizadas”. “Mas ainda temos previsão de chuva para hoje”, acrescentou ele. A projeção atual para a soja ainda está um pouco abaixo do recorde histórico de 22,3 milhões de toneladas, registrado em 2022/23, segundo números do Deral.
“Mesmo sendo revisado levemente para cima, realmente ainda está abaixo do recorde, mas sim, não são impossíveis revisões que mostrem produtividades melhores. Por outro lado, ainda temos lavouras passando pelas fases mais críticas que também podem ser revisadas para baixo”, ponderou Godinho.
O órgão da Secretaria de Agricultura do Estado, um dos maiores produtores de grãos do Brasil, manteve as projeções da primeira e segunda safras de milho do Paraná, em 3,47 milhões e 17,40 milhões de toneladas, respectivamente. O Paraná está semeando uma área recorde de 2,84 milhões de hectares na segunda safra de milho, com aumento de 1% em relação ao ciclo anterior. A projeção foi mantida ante o levantamento de dezembro.
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Se confirmada, a segunda safra paranaense ainda ficaria 1% abaixo do ciclo anterior, que registrou produtividades mais elevadas do que as estimadas até o momento. No caso do milho primeira safra, que já está sendo colhido, a projeção é de crescimento de 14% na comparação anual, mas a área do cereal no verão é bem menor ante a segunda safra, ficando um pouco acima de 300 mil hectares.
“O milho sustenta boas perspectivas no início da colheita; mesmo que não se repitam os recordes de produtividade de 2025, a expectativa é de aumento na produção total”, apontou o boletim. No relatório de janeiro, o único número que teve um reajuste mais expressivo entre os grãos foi o feijão, “que está abaixo do esperado”.
“Isso somado à redução de área fez a primeira safra diminuir em 46% em relação ao mesmo período no ano passado”, para 183,9 mil toneladas, disse Godinho. “A segunda safra também está com redução de área, vai ser um ciclo de oferta menor”, destacou. Na segunda safra, o Paraná deve colher pouco mais de 550 mil toneladas de feijão.
