São Paulo, 14/12 – O Sindicato Nacional da Indústria de Ração Animal (Sindirações) espera encerrar o ano de 2016 praticamente estável, com uma produção de 66,8 milhões de toneladas ante as 66,5 milhões de toneladas de 2015. Para 2017, a previsão inicial é de produção de 69 milhões de toneladas, “volume ainda dependente da recuperação da economia doméstica, do comércio internacional, da confiança do empreendedor e do consumidor brasileiro”, segundo o CEO da entidade, Ariovaldo Zani.

Segundo Zani, a escalada do preço do milho, principalmente durante o primeiro semestre, combinada à alta de preço do farelo de soja no segundo trimestre, desmotivou a engorda de bovinos e a alimentação preparada do rebanho leiteiro. Entre janeiro a setembro de 2016, a produção registrou leve alta de 1%, com cerca de 50 milhões de toneladas, puxada pela demanda de ração para suínos.

A avicultura demandou 28,8 milhões de toneladas de rações, de janeiro a setembro, alta de 1,5% em relação ao mesmo período do ano passado. No segmento de suínos, de janeiro a setembro, o setor consumiu 11,7 milhões de toneladas, alta de 3,4%, em comparação com o mesmo período de 2015. O consumo de ração para bovinos, também de janeiro a setembro, totalizou 6 milhões de toneladas, queda de 4,3% na mesma base de comparação.