Os contratos futuros da soja negociados na bolsa de Chicago caíram nesta sexta-feira, 4, devido a expectativas de que o aumento das tarifas chinesas acabará com as chances de os Estados Unidos realizarem vendas para o maior importador mundial da oleaginosa, segundo analistas.

Pequim anunciou taxas extras de 34% sobre todos os produtos dos EUA.

Sua retaliação contra as novas tarifas dos EUA está pronta para acelerar o movimento da China em direção a fornecedores alternativos de produtos agrícolas, incluindo o Brasil, principal fornecedor de soja.

A demanda por produtos agrícolas dos EUA já foi pressionada por uma guerra comercial durante o primeiro mandato de Trump em 2018. Pequim aumentou as tarifas no mês passado sobre US$21 bilhões em produtos dos EUA em resposta à rodada anterior de tarifas de Washington sobre produtos chineses.

O contrato maio da soja afundou 34,50 centavos, terminando em US$9,77 o bushel, após fixar anteriormente seu preço mais baixo desde 19 de dezembro.

O farelo de soja de maio da CBOT afundou US$4,90, terminando em US$283,10 por tonelada curta, depois de atingir uma mínima de contrato de US$282,10.

O óleo de soja de maio da CBOT caiu 1,22 centavo, para 45,84 centavos de dólar por libra-peso.

O trigo fechou em baixa de 1%, a US$5,29 por bushel.

Já os futuros de milho fecharam em alta nos contratos de safra antiga, já que o aumento das tarifas chinesas não deve ter um grande impacto nas exportações do grão dos EUA, disseram analistas.

O maio fechou com alta de 2,75 centavos, a US$4,6025 o bushel.

A China não compra quantidades significativas de milho dos EUA há meses, de acordo com dados do Departamento de Agricultura dos EUA.

Já o México, o maior mercado de exportação de milho dos EUA, foi excluído das tarifas abrangentes de Trump esta semana, um alívio para comerciantes de grãos e agricultores.