As rivais do setor de carne bovina Minerva e Marfrig divulgaram nesta sexta-feira, 29, fatos relevantes ao mercado em que demonstram discordâncias contratuais sobre uma transação entre as duas companhias no Uruguai.

O caso envolve unidades de abate de bovinos de Colônia, Salto e San José, avaliadas em R$ 675 milhões, de acordo com informação anterior.

A Marfrig informou nesta sexta-feira que o contrato para venda de determinadas unidades de abate de bovinos e ovinos no Uruguai para a Athn Foods, controlada da Minerva, foi encerrado.

O acordo, firmado em agosto de 2023, previa a alienação de ativos no país vizinho, mas as condições suspensivas exigidas para a conclusão da operação não foram cumpridas dentro do prazo estipulado de 24 meses, segundo a Marfrig.

Apesar de considerar o contrato encerrado, a Marfrig disse em fato relevante que as três unidades envolvidas na negociação seguem operando normalmente.

Já a Minerva afirmou em outro fato relevante que discorda de alegação de Marfrig sobre término de contrato para venda de ativos no Uruguai.

Segundo a Minerva, a operação segue sujeita à aprovação da autoridade concorrencial uruguaia e a companhia continua “engajada” na aprovação da operação.

Para a Minerva, o “contrato permanece em vigor”.

Nos fatos relevantes, as empresas não detalham os desdobramentos da discordância.

A transação envolvendo os ativos no Uruguai fez parte de um negócio mais amplo entre as duas empresas, no qual a Minerva pretendia comprar um total de 16 unidades de abate da Marfrig na América do Sul, por R$7,5 bilhões.

Mas a autoridade concorrencial uruguaia barrou a transação das três unidades, no ano passado.

A Comissão de Defesa da Concorrência do Uruguai (Coprodec) indicou anteriormente que a aquisição daria à Minerva cerca de 43% da capacidade de abate de bovinos no Uruguai.